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sexta-feira, 21 de março de 2014

Inseminação artificial

Hoje vou escrever sobre um assunto delicado em minha vida. Sempre sonhei em ser mãe, na realidade bem antes da Angelina Jolie e do Brad Pitt adorarem e ela engravidar eu já sonhava com uma família nesse padrão, queria três filhos que eu geraria e três que eu adotaria. Claro que isso era um sonho mas se encontrasse o parceiro certo poderia vir a ser concretizado. Sonhar pode né gente, em sonho a gente não pensa em valores rs.
Fonte: http://rd1.ig.com.br/famosos/angelina-jolie-famosos/

Esse sonho nunca saiu da minha cabeça, mesmo hoje eu gostaria de ter uma família enorme. Entretanto, nunca tive pressa, achei que as coisas iriam acontecer com o tempo, tipo quando eu tinha 25 pensava assim. Vou casar com 30, tenho o primeiro com 31, adoto com 32, tenho outro com 33, adoto com 34, tenho um com 35, adoto com 36 e serei uma mãe jovem que poderá curtir a família por muito tempo ( e trabalho, casa, dinheiro, nada disso passa pela cabeça, vai que o pai tenha grana rs), depois fui chegando próximo das metas e não consegui cumprir. Em 2007 realizei uma série de exames para verificar o pq de não conseguir engravidar (engravidar era mais importante do que casar, poderia pular essa etapa rs), nos exames foi detectado uma alteração na tireóide que poderia ser a causa do problema. Passado mais um ano desse exame realizei outro e já não tinha mais essa alteração, o médico disse que poderia ser uma hipertireoidite (passageira) e que não precisaria usar remédio. Em 2007 também descobri que tinha ovário micropolicistico e que precisava tomar anticoncepcional (nunca tinha tomado) para que meu corpo conseguisse eliminar os pequenos cistos. O médico disse que eu só poderia parar de tomar quando fosse engravidar. Tomei por algum tempo pois estava fazendo doutorado e não podia engravidar naquele momento. Tomando o anti meu fluxo que era totalmente irregular ficou todo certinho, isso foi ótimo. Depois fiz alguns exames e percebi que já não tinha os cistos, resolvi parar de tomar e ver se conseguia engravidar, passou 2009 e nada ( só o fluxo que ficou irregular novamente), 2010 e nada (fluxo com menor frequência), 2011 e nada (menor frequência ainda). Até que em 2012, com 32 anos resolvi procurar outros médicos e outro tratamento. Comecei com uma médica que era considerada muito boa aqui na cidade, ela receitou indutor de ovulação, usei 4 ciclos ( outro médico disse que o máximo é 6), o problema é que eu nem menstruava na época e ela receitou esse indutor. Resolvi procurar uma ajuda mais especializada, consultei um outro médico aqui em minha cidade que tratava casos de infertilidade. Ele foi bem legal mas achei jovem e com pouca experiência. Uma amiga me indicou outro médico numa cidade próxima que tinha bem mais experiência, fui procurar esse médico e ele ficou assustado com o tratamento que a outra médica tinha feito comigo e julgou um erro. Pediu novos exames, dentre eles o de estradiol, depois de receber os resultados dos exames marquei nova consulta e ele sem meias palavras disse que eu não poderia ter filhos pois meu organismo já não produzia mais óvulos, fiquei em choque, como assim? Eu? Sem filhos? Pesadelo, nunca desejaria isso pra ninguém, pra piorar marido fazendo piadinha. Não era hora né gente? A descabelei, briguei, chorei mas... a vida continua ( fiz tudo isso depois que sai do consultório) , o choque foi tão grande que fiz perguntas idiotas para o médico, nem me lembro. Também fiz um pedido para que ele fizesse uma nova autorização de exame para comprovar se o resultado estava correto, ele concordou mas falou que não adiantaria nada, homem sensívellllllll. Nesse momento vocês já devem imaginar o pq do título da postagem, gente eu não me conformei não, perguntei para o médico se não tinha mais nada que eu pudesse fazer. Ele disse: Você tem duas possibilidades, a primeira e mais fácil (fácil nada super burocrático, assunto para outra postagem) é a adoção. Pensei comigo: sério, adotar, isso eu já quero mas também quero gerar. Ele continuou, a segunda opção é a inseminação artificial, você vai receber um óvulo de uma doadora que será fecundado com o esperma do seu marido, depois será colocado em seu útero e você poderá gerar um bebê que não terá genéticamente nada seu (mais nada, nadinha, nem meus cabelos enrolados, nem minha descendências Alemã, Russa, Portuguesa, etc.), fazer o que né, vida que segue e eu em choque novamente. Dito isso ele faz um encaminhamento para uma clínica de fertilização na capital, 300 km da minha cidade. Fomos até a clínica e uma médica super conceituada nos recebeu (consulta cara), explicou como era o procedimento, também falou que não existia um banco de óvulos (existe banco de esperma), precisavamos de uma doadora (pensei em minha mãe e irmãs que já tinham oferecido) e essa doadora não podia ser da família, nem amiga, nem da mesma cidade (acabou com meus planos). E aí? Como faz? Você só consegue doadora se alguém for até a clínica e realizando um tratamento de inseminação resolve doar alguns óvulos que não vão ser utilizados nela. Na realidade acontece da seguinte forma: uma mulher tenta engravidar e não consegue, faz alguns exames e descobre (por exemplo) que os espermatozóides estão com dificuldade de alcançar o óvulo, seu médico indica um tratamento em uma clínica de fertilização, ela vai até lá e descobre ser uma pequena fortuna realizar o procedimento. O médico explica que existe uma possibilidade dela realizar o procedimento sem precisar pagar pelo tratamento, ele explica que se ela doar metade dos óvulos para alguém essa pessoa pagará os custos do procedimento (neste caso sou eu), ela aceita eu aceito, nunca vamos nos ver, não sei quem é nem ela sabe quem sou, ótimo e caro, além de tudo isso ainda tem o pior, quando a mulher vai aparecer? Ninguém pode prever, agora em março fez um ano e ontem recebi a ligação do médico falando que achou uma pessoa, se eu estava preparada e tal, já receitou remédio (tudo por telefone, não esqueçam 300 km), claro que estou preparada (o bolso não está nem o marido rs mas daremos um jeito hehe). Agora é uma questão dos remédios fazerem efeito em mim e também na doadora. Lembrando que o tratamento não é garantia de fecundação, também lembrando que 30 % de chance de engravidar, 20% de engravidar de gêmeos e 10% de trigêmeos (esses valores eu lembro de uma conversa com minha médica), marido quase infartou com essas probabilidades hehe. É isso, qualquer dúvida perguntem.
Bjs e desculpa pela enorme postagem mas é o assunto mais importante da minha vida ( marido faz parte dela)
Fonte:http://www.geledes.org.br/areas-de-atuacao/saude/264-noticias-de-saude/11157-gravidez-de-carioca-aos-61-anos-gera-polemica

Fonte: http://www.justrealmoms.com.br/a-chegada-dos-trigemeos-como-encontrar-ou-manter-a-baba-ideal/